sexta-feira, 16 de maio de 2008

Felicidade!

Muitos de nós acreditamos que a felicidade é uma meta a ser alcançada. Que depois de realizarmos todos os nossos desejos chegaremos lá: naquela situação meio indefinida, longínqua, chamada felicidade. Naquele momento lá no futuro! Naquele tempo e espaço onde nossos desejos serão realizados! Quando então seremos felizes!
E assim se inicia a grande busca. A busca incessante, sem descanso, pelo paraíso na Terra. Desejos são satisfeitos. Novos desejos surgem, sem que se chegue a este momento tão esperado. Outros objetos são postos a nossa frente numa busca incansável pela isca que nos leve enfim a sermos eternamente felizes.
Essa busca sem rumo pela felicidade parece ser motivada pela sensação de vazio interno. Os objetos são colocados em nossa frente com uma promessa de felicidade. Mas depois de alcançados, depois de passado o momento de breve satisfação que esses objetos supostamente suscitam (onde está o prazer: no objeto ou dentro de você?), a tão prometida felicidade não vem.

Essa busca parece que só cessará quando nos conscientizarmos de que não nos falta nada. Não nascemos com um espaço vazio dentro de nós que precisa ser preenchido por meio de ações ou de objetos. Somos seres inteiros, completos, cujas ações são motivadas tendo em mira a auto-realização. Mas que se permitem sentir momentos de prazer durante a caminhada, sem, no entanto, cultivar o auto-engano de que um dia lá no futuro todos os nossos desejos serão realizados. Afinal, a vida se vive no presente!

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